Projeto “Águas da Serra”, do Centro Sabiá, é destaque da celebração de 20 anos do Serviço Florestal Brasileiro em Brasília
Na última quarta-feira (11), o Centro Sabiá esteve presente na celebração “O Brasil das Florestas – 20 anos do Serviço Florestal Brasileiro”, em Brasília (DF). O evento possibilitou o diálogo do Centro Sabiá com o SFB sobre o projeto “Águas da Serra”, em que reflorestamos nascentes do Rio Capibaribe na Caatinga através dos sistemas agroflorestais.
Na ocasião, Dona Josefa Olindina, agricultura familiar de Jataúba, Agreste pernambucano, e Wellington Gouveia, assessor técnico do Centro Sabiá, conversaram com Rodrigo Afonso, Coordenador Geral de Bioeconomia Florestal, e os membros do SFB, Alvaro Brito, Gilson de Souza, Priscila do Amaral e Alencar Garlet.
No projeto “Águas da Serra”, as famílias aprendem a realizar a cromatografia do solo e interpretar sua saúde, relacionando-a às questões da crise climática, como a irregularidade das chuvas e intensificação das estiagens.
Baseado nas médias históricas de chuva no Sítio Sobrado, moradia de Dona Josefa, a previsão é que este mês de março seja o período de maior índice pluviométrico, e que as chuvas continuem em menor quantidade entre os meses de abril e junho. Diante disso, os plantios começarão em março até o mês de maio, aproveitando as chuvas previstas.
Como orientação, o SFB sugeriu a utilização do hidrogel agrícola, um polímero que absorve grandes quantidades de água e as libera gradualmente para as raízes das plantas. Também conhecido como “chuva sólida”, este recurso possibilita o aumento da taxa de sobrevivência das mudas da agrofloresta, ajuda a manter os nutrientes do solo e reduz a necessidade de regas regulares. Como encaminhamento, o Centro Sabiá disponibilizará uma agenda das atividades coletivas para que o SFB possa participar e realizar suas avaliações.
Logo após a reunião com o SFB, participamos da programação de aniversário. Na ocasião, esteve presente Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente, trazendo a história da criação do SFB em 2006, quando também era ministra. A agricultora Josefa Olindina também fez um depoimento sobre a importância da ação do projeto Águas da Serra.
De acordo com Wellington Gouveia, “a importância de estarmos com esse projeto na celebração do Serviço Florestal Brasileiro é mostrar um pouco do Semiárido, trazendo suas dificuldades e soluções. Uma delas é a agrofloresta, que articula geração de renda, preservação ambiental e produção de alimentos, mantendo a Caatinga viva e gerando saúde para as famílias”. Em sua fala, Dona Josefa Olindina também ressaltou a relevância dos Sistemas Agroflorestais (SAF’s) e das cisternas para transformar a nascente do rio e a sua produção de alimentos e criação de animais.
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