Agroecologia nas eleições: Ocupar a política com a pauta agroecológica!
Maria Cristina Aureliano
Engenheira agrônoma e coordenadora Técnico-Pedagógica
Como explicar que uma das maiores economias do mundo é capaz de gerar uma situação, onde metade das brasileiras e dos brasileiros amanhecem sem saber se terá o alimento do dia? Foi com essa denúncia que a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) convidou candidatas e candidatos a se comprometerem com a carta Agroecologia nas Eleições. Enfrentar a fome é a questão central da agenda pública nesta eleição.
As eleições deste ano são as eleições de nossas vidas. Desde 2016, após o golpe contra a Presidenta Dilma, os governos que se seguiram destruíram leis, projetos e políticas que buscavam enfrentar as profundas desigualdades do país. A volta da fome é o retrato mais cruel do resultado deste desvio de rota que o Brasil vinha trilhando desde a constituição de 1988, não sem retrocessos, mas garantindo melhorias concretas na vida dos mais pobres. O contexto de emergência social, econômica e ambiental que o país vive hoje nos mostra que a única saída é política. É preciso que candidaturas comprometidas com as lutas agroecológicas ocupem o legislativo e executivo nas eleições de 2022.
Em Pernambuco, mais de 30 candidaturas se comprometeram com a carta da ANA e seus 5 eixos estratégicos: questão agrária e urbana e os direitos territoriais; o enfrentamento da fome e a promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional; ciência crítica e cidadã, educação pública de qualidade e democratização da comunicação e da cultura; participação democrática e controle social na construção das políticas públicas; promoção da igualdade de gênero e racial e superação do colonialismo.
AQUILOMBAR, ALDEAR E AGROECOLOGIZAR A POLÍTICA!
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