Plenária das Mulheres e Juventudes nos Biomas Pós-COP30 fortalece debate sobre justiça climática e defesa dos territórios

Por Edivânia Batista, Maria de Lourdes L. Pereira, Maria das Graças L. Moura e Pedro Henrique dos Santos
Jovens Multiplicadores de agroecologia

Foto: Comissão de Jovens Multiplicadores da Agroecologia – CJMA

Nos dias 27 e 28 de maio, o Assentamento Normandia, em Caruaru (PE), sediou a Plenária das Mulheres e Juventudes nos Biomas Pós-COP30, reunindo mulheres, jovens, lideranças comunitárias, representantes de povos indígenas e quilombolas, além de organizações da sociedade civil e movimentos sociais. O encontro promoveu reflexões e debates sobre os desafios ambientais, sociais e climáticos que impactam os territórios brasileiros e seus povos.

A Comissão de Jovens Multiplicadores de Agroecologia (CJMA) participou da atividade ao lado de jovens de Santa Cruz da Baixa Verde e do Quilombo Santa Rosa, contribuindo para as discussões sobre os efeitos das mudanças climáticas nas comunidades e a importância da preservação do Bioma Caatinga.

A programação teve início com o credenciamento dos participantes e a entrega de materiais de apoio. Ao longo dos dois dias, foram realizados momentos de formação, diálogo e construção coletiva de propostas voltadas à justiça climática, à preservação ambiental, à participação social e ao fortalecimento dos territórios.

Um dos destaques da plenária foi a mesa de diálogo “Território, Justiça Climática, Desertificação e Desigualdades”, que reuniu representantes de diferentes organizações e movimentos sociais. Entre os participantes esteve o jovem Sival Fiuza, representando a CJMA, que ressaltou a importância das ações desenvolvidas em parceria com o Centro Sabiá para ampliar o debate com a juventude sobre a Caatinga, os impactos das mudanças climáticas e as desigualdades que afetam mulheres negras, indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, populações rurais e periféricas.

Além das mesas de debate, os participantes se organizaram em grupos temáticos para aprofundar discussões sobre os impactos climáticos nos territórios, a conectividade da Caatinga, a governança e a participação social, o financiamento climático e as boas práticas territoriais diante das emergências climáticas. A partir desses espaços, foram construídas propostas coletivas voltadas à proteção dos territórios e ao fortalecimento das comunidades frente aos desafios ambientais.

Outro momento marcante do encontro foi a troca de experiências entre jovens indígenas e quilombolas, que compartilharam conhecimentos, tradições e formas de organização comunitária. As apresentações reforçaram a relevância dos saberes tradicionais para a conservação dos biomas e para a convivência sustentável com o Semiárido.

A plenária também destacou a necessidade de ampliar a participação das mulheres e das juventudes nos espaços de decisão política e social. As discussões evidenciaram que a defesa dos territórios está diretamente relacionada à garantia de direitos, à preservação da biodiversidade e ao fortalecimento das comunidades locais.

Para a Comissão de Jovens Multiplicadores de Agroecologia, a participação no encontro reafirma o compromisso da juventude com a construção de um futuro mais sustentável, baseado na justiça climática, na preservação da Caatinga e no fortalecimento das comunidades do Semiárido. Como principal mensagem, a plenária reforçou a importância da organização coletiva, da valorização dos saberes tradicionais e da defesa dos territórios diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

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