Plenária da articulação nacional de agroecologia fortalece redes, juventudes e caminhos para o futuro
Por Vitor Diego
Jovem multiplicador da agroecologia e pedagogo

A recente Plenária Nacional da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), realizada entre os dias 18 e 22 de maio de 2026, em Foz do Iguaçu e municípios da região Oeste do Paraná, reuniu cerca de 150 representantes de movimentos sociais, organizações da sociedade civil, povos e comunidades tradicionais, agricultores e agricultoras familiares, pesquisadores e juventudes de diversas regiões do país. O encontro foi marcado por momentos de reflexão, troca de experiências e construção coletiva de estratégias para fortalecer a agroecologia como caminho para a soberania alimentar, a justiça social e a preservação ambiental.
Um dos destaques da programação foram as caravanas territoriais, que possibilitaram aos participantes conhecer experiências concretas de produção agroecológica, organização comunitária e resistência nos territórios. Durante as visitas, foram percorridos territórios indígenas e quilombolas, áreas de assentamentos da reforma agrária, universidades e organizações não governamentais (ONGs) que atuam na promoção da agroecologia e do desenvolvimento sustentável. As atividades aproximaram os presentes de diferentes realidades e experiências, evidenciando práticas que unem produção de alimentos saudáveis, conservação da biodiversidade, valorização dos saberes tradicionais e fortalecimento da economia solidária.
As caravanas também proporcionaram um importante espaço de aprendizagem e intercâmbio. Ao percorrer diferentes experiências, os participantes puderam dialogar diretamente com agricultores e agricultoras familiares, povos indígenas, comunidades quilombolas, estudantes, pesquisadores, representantes de ONGs e lideranças locais, compreendendo os desafios e as conquistas construídas a partir da agroecologia. Esses momentos reforçaram a importância da troca de saberes entre gerações, culturas e territórios, princípio fundamental do movimento agroecológico brasileiro.Assim, o texto destaca de forma mais completa a diversidade de atores e espaços envolvidos nas caravanas da plenária.
A FORÇA DA JUVENTUDE NA CONSTRUÇÃO DA AGROECOLOGIA
Embora a participação da juventude não tenha sido numericamente expressiva, os jovens presentes tiveram atuação relevante ao longo da plenária. Representando diferentes territórios e organizações, contribuíram de forma ativa para os debates sobre sucessão rural, mudanças climáticas, comunicação popular, participação política e os desafios da permanência das novas gerações no campo.
A presença desses jovens reforçou a importância de ampliar os espaços de formação, diálogo e protagonismo das juventudes dentro do movimento agroecológico. As trocas de experiências realizadas durante as atividades e caravanas permitiram a construção de reflexões coletivas sobre os desafios enfrentados pelas novas gerações e as possibilidades de fortalecimento da agroecologia nos territórios.
A plenária também favoreceu o intercâmbio entre gerações, promovendo o diálogo entre jovens, agricultores e agricultoras, pesquisadores, lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais. Esses encontros evidenciaram a importância da renovação contínua do movimento agroecológico, fortalecendo novas lideranças e incentivando o engajamento das juventudes na defesa da soberania alimentar, dos territórios e da justiça socioambiental.
O comprometimento e a participação ativa dos jovens presentes demonstraram que, mesmo em número reduzido, as juventudes seguem contribuindo de maneira significativa para a construção e o fortalecimento da agroecologia no Brasil.
CONSTRUINDO CAMINHOS COLETIVOS
A plenária da ANA em Foz do Iguaçu no Paraná reafirmou a importância da articulação entre movimentos, organizações e comunidades na defesa da agroecologia como projeto de sociedade. Mais do que um espaço de discussão, o encontro fortaleceu alianças, celebrou conquistas e apontou caminhos para ampliar a incidência política e a mobilização social em defesa da vida, dos territórios e da produção de alimentos saudáveis.
Para quem participou, especialmente para a juventude, a experiência deixa aprendizados, inspirações e a certeza de que a agroecologia é construída coletivamente, a partir dos territórios, dos saberes populares e do compromisso com um futuro mais justo, sustentável e solidário para todas e todos.
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