Centro Sabiá e ISA colocam o bioma Caatinga na agenda da COP 30
Por Rosa Sampaio
Periodista del Centro Sabiá

Dos dias 1० a 4 de outubro de 2025, o Semiárido pernambucano foi cenário da Semana do Clima da Caatinga, a Caatinga Climate Week, evento- inspirado em semanas do clima como a de Nova Iorque, realizado pelo Centro Sabiá e pelo Instituto Socioambiental (ISA), que teve por objetivo colocar o bioma na agenda climática global.
Foram mais de 400 km percorrido, em sete municípios, e cerca de 500 participantes, que se dividiram em plenárias e visitas à experiências. Pesquisadores, representantes governamentais e da sociedade civil, ativistas e comunicadores conheceram as experiências de convivência com o Semiárido e as demandas e desafios de agricultoras e agricultores familiares, indígenas e quilombolas da região.
O primeiro dia do evento contou com a participação das enviadas da COP, Janja Lula da Silva (Mulheres), Jurema Werneck (Igualdade Racial e Periferias) e Denise Dora (Direitos Humanos e Transição Justa), que juntamente com o ministro da Secretária – Geral da Presidência da República, Márcio Macedo e do coordenador de Mobilização Social do Centro Sabiá, Carlos Magno de Morais, participaram de um entrevista coletiva. A comitiva visitou a experiência da Associação de Mulheres da Agricultura Familiar do Sítio Carneirinho e realizaram a Plenária Vozes do Biomas Rumo a COP 30, iniciativa que integra o ciclo de escutas nacionais preparatórias para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas a ser realizada em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro.
Histórias de resistência, seja em Caruaru, no reencontro de mulheres com a agricultura, no Sítio Carneirinho, no impacto da crise climática na produção de raízes no Serrote do Bois, ou em Vertentes, nas tecnologias sociais de convivência com o Semiárido como soluções de adaptação climática, no Sítio Caruá.
O debate da transição energética justa se fez presente na visita à Escola dos Ventos, iniciativa de agricultores/as e pesquisadores, no município de Caetés, para enfrentar os grandes empreendimentos de energia eólica na região. Em Jucati, a rede das trocas de sementes e de saberes entre agricultores familiares, organizações sociais e técnicos rurais, se articula para defender a continuidade das sementes crioulas. A luta por justiça climática, por meio de quintais produtivos de alimentos, das mulheres dos quilombos Estivas e Castainho, em Garanhuns e a pedagogia do encantamento para regenerar a Caatinga do povo Xukuru de Ororubá, em Pesqueira.
A plenária final reuniu representações indígenas e quilombolas no Parque Nacional Vale do Catimbau, em Buíque, no sábado (4/10). Entre rituais e falas potentes, os povos da Caatinga fecharam o evento entre um misto de denúncias e celebrações que abraçaram as lutas e resistência do Semiárido brasileiro.O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva enviou vídeo, que foi exibido na plenária final, onde ressaltou a importância do Bioma, “relevante centro de tecnologias sociais e de soluções para o enfrentamento à crise climática».
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