FOJUPE reúne juventudes de Pernambuco para refletir sobre participação, militância e organização

Por Adriano Barbosa Ferreira de Lima
Jovem Multiplicador da Agroecologia
Nos dias 25 e 26 de setembro, na cidade do Recife, aconteceu o Encontro Ampliado do Fórum de Juventudes de Pernambuco – FOJUPE. O encontro contou com a participação de jovens das quatro regiões do estado: Zona da Mata Sul, Agreste, Sertão e Região Metropolitana do Recife.
O encontro teve como objetivo organizar a coordenação executiva do FOJUPE e ampliar a participação para outros jovens que estavam presentes. Pela manhã, na chegada, as juventudes participaram do ato do presidente Lula, e o grupo responsável pela metodologia do encontro achou estratégica a participação do Fórum nesse ato.
Já durante a tarde, iniciamos os trabalhos com a apresentação dos demais participantes que foram chegando. O educador popular e ativista dos movimentos sociais, Ferreira Lima, fez uma dinâmica de integração chamada “Geleia”, em que os presentes diziam o nome e faziam um gesto, e todos repetiam o nome da pessoa e o gesto que ela havia feito. Todos fizeram diversos gestos, e foi muito dinâmico e agradável.
Em seguida, foi apresentada Janaína Ferraz, do Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá, que apresentou toda a metodologia do encontro e trouxe as fragilidades do FOJUPE junto com a coordenação. Terminando essa etapa, Valdirene, da coordenação do Sertão, apresentou as comissões responsáveis pelo andamento do encontro: cultural, animação e comunicação.

Já encerrando essa primeira parte, Jeniffer, educadora da Cáritas Nordeste, apresentou os acordos de convivência para que o encontro acontecesse de forma organizada e produtiva.
Em seguida, passamos para os dois convidados que ajudaram as juventudes a refletir sobre os espaços que ocupamos e a fazer uma análise de conjuntura: Joelma Carla, coordenadora da região Agreste, e Betinho (não sei de onde).
Ambos trouxeram aspectos de reflexão sobre as juventudes: quem são esses jovens, onde estão e quais são as diferenças entre os jovens de anos atrás e os jovens atuais. Refletindo sobre antigamente, os jovens eram mais firmes nas suas pegadas e ações. Já os de hoje, em alguns espaços, estão mais ligados às redes sociais. A militância está presente, mas muito mais nas mídias digitais do que nas ruas, na busca por ações concretas e pela execução das políticas públicas.
A tarde se encerrou com as devoluções dos jovens e as interações dos convidados, trazendo diversas reflexões para o Fórum de Juventudes e para os jovens presentes.

No dia 26, o encontro começou com uma dinâmica chamada “Buraco do Vizinho”, em que os participantes fazem um buraco com uma mão e utilizam o dedo da outra mão para colocar dentro do buraco. O mediador diz “dedo no buraco do vizinho”, e assim vai seguindo a dinâmica, ao som da música: “Seja bem-vindo, ô Lelê, seja bem-vinda, ô Lalá, paz e bênção a você que veio participar”.
Convidamos Joselito, da Diaconia, para se apresentar e apresentar a atividade do dia. Durante a manhã, foram realizadas duas atividades, uma delas voltada para o exercício do dia anterior, em que os grupos definiram três ações para serem realizadas de outubro a março do ano que vem.
Depois de apresentar a atividade, Joselito trouxe a importância do Fórum e de sua composição, fazendo um chamamento para quem quisesse chegar junto à coordenação. Pela Região Metropolitana, ficaram duas jovens novas; pelo Agreste, Zona da Mata e Sertão, permaneceram Ferreira Lima, Valdirene e Joelma, respectivamente, até junho ou julho do ano que vem, para que os novatos sejam acolhidos e tenham mais compreensão da dimensão do FOJUPE.
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