UFRPE abre seleção para Bacharelado em Agroecologia

Tatiane Faustino, 31, participates in the agroecological workshop promoted by the Sabiá Center in the city of Santa Maria do Cambucá, located in the rural region of the state of Pernambuco.
A Comunidade de Santa Rita tem o histórico comum com a Comunidade Quilombola de Águas Claras – ela foi fundada por uma família que saiu de Águas Claras. Águas Claras por sua vez, começou a ser povoada em 1850 quando chegaram os primeiros moradores (João Patrício, Zé Gago, Petunila, Brasiliana, Maria da Onça e Constância). A comunidade fica em uma região serrana de difícil acesso. É um local cercado por serras e próximo do ponto mais alto de Pernambuco – o Pico do Papagaio, que tem aproximadamente 1.200m de altitude. Vindos do Quilombo do Livramento em busca de terra para morar e produzir, aos poucos as famílias foram formando a comunidade. Suas moradias eram feitas de taipas e pedras pelos próprios artesãos do Quilombo. A comunidade apresenta este nome devido à grande quantidade de água doce e cristalina que nela se encontra. As pessoas desta comunidade não tinham terra própria para produzir e trabalhavam em lavouras de fazendeiros. No ano de 2004 a comunidade começou a receber assessoria técnica do Centro Sabiá através do projeto Dom Helder Câmara. Em 2006 passaram a receber apoio do Grupo Mulher Maravilha, que trabalha com comunidades Quilombolas. A partir de 2008 desenvolveram um projeto Tankalé, que é uma formação para o auto registro audiovisual.
Zipora Lima, 16, a resident of the city of Rio Formoso-PE, implemented a small agroecological plantation supported by the Sabiá Center on his family property.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco [UFRPE] lançou, no dia 16 de abril, o edital do processo seletivo para ingresso no curso presencial de Bacharelado em Agroecologia, da sede da UFRPE – Campus Dois Irmãos – no semestre letivo 2026.2.

As inscrições serão realizadas exclusivamente via internet, por meio do endereço eletrônico:https://selecao.ufrpe.br/, no período de 4 de maio a 12 de junho de 2026.

O ingresso tem como base os resultados obtidos pelo/a candidato/a no Exame Nacional do Ensino Médio [ENEM], sendo necessário, cumulativamente, ter obtido nota acima de zero na prova de redação em uma das cinco edições entre 2021 e 2025.

O curso tem como objetivo formar profissionais-educadores/as em Agroecologia, Campesinato e Educação Popular, que atuarão em suas diferentes dimensões (educativa, política, econômica, produtiva, cultural, ambiental, social, ética etc.), visando à construção e ao fortalecimento de sociedades ecologicamente sustentáveis, socialmente igualitárias e politicamente democráticas, tendo o campesinato como ator central. A formação é voltada para o mundo do trabalho e para uma prática cidadã.

Para quem é curso?
O curso é prioritariamente para agricultores familiares e camponeses, incluindo também assentados/as da reforma agrária, aquicultores/as e pescadores/as artesanais. Além disso, contempla povos e comunidades tradicionais, como quilombolas, indígenas e extrativistas, bem como agricultores/as urbanos, ampliando o acesso à formação para diferentes sujeitos que atuam e constroem a agroecologia em seus territórios.

O curso é presencial e funciona em regime de alternância. Confira aqui o edital!

Que bom ter você por aqui…

Há mais de 30 anos, o Centro Sabiá planta mais vida, por um mundo mais justo. Já são mais de 15 mil famílias assessoradas produzindo em agroflorestas que alimentam e esfriam o planeta!

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